Argumentos não faltam para aqueles que querem criar a sua própria empresa, o sonho de não ter que dar satisfações a um chefe, de ter flexibilidade horária e de ser premiado ao fim do mês, são alguns dos motivos mais fortes para a criação de mais de cem mil novas PME em Portugal, todos os anos.
Infelizmente as PME nem sempre conseguem obter o sucesso pretendido, depressa o sonho torna-se numa realidade dura, demonstrativa de que ter apenas muita vontade, não chega. Sem dúvida que é preciso ser corajoso e deixar o receio de parte, esta atitude é essencial para o sucesso nos negócios, mas é fundamental tomar decisões acertadas, que só acontecem se forem tomadas de forma ponderada, avaliando todos os riscos que podem acabar por tornar o sonho em pesadelo.
A inexperiência dos empresários nos sectores de negócio, bem como no papel de gestor, acabam por marcar um percurso que só pode ter como fim o insucesso das PME. O mercado está cheio de empresários com elevada falta de profissionalismo e com pouca orientação para os clientes. Produtos sem nenhuma diferenciação, má escolha da localização, estrutura deficiente ou curta para acompanhar o crescimento são alguns dos factores que levam ao fracasso. Um conhecimento prévio do negócio através de prospecção de mercado, fazer uma avaliação dos riscos envolvidos, e ter um planeamento estruturado, é essencial.
Uma das principais causas para o insucesso das PME tem sido a falta de capital, quer para o arranque da actividade, mas sobretudo para o seu crescimento. Enganam-se aqueles que pensam que ter uma boa ideia é meio caminho andado para o sucesso, obviamente que grandes ideias tornam a possibilidade de sucesso realizável, mas é um risco elevado, até mesmo errado, pensar que o lucro das vendas seja suficiente para garantir o investimento em instalações e equipamentos, pagamentos a fornecedores e recursos humanos, etc. Como é que possível planear, estruturar, e definir estratégias na obtenção de objectivos propostos, quando o capital inicial da maior parte destas PME é inferior a cinco mil euro? Quando recorrem a financiamento externo, ferramenta que deveria ser equacionada no planeamento estratégico inicial, acaba-se por verificar, normalmente, que é tarde demais. Ora, como todos sabemos, recolher a capitais alheios pode ser um bom acto de gestão.
Torna-se também necessário quebrar com o passado, em que os métodos de gestão eram assentes numa liderança autocrática, fruto da velha questão que aproxima as PME das Empresas Familiares: o dono da Empresa ainda é o seu principal gestor! Ora esta situação, leva-nos em dois sentidos, por um lado a falta de formação que a grande maioria dos empreendedores portugueses ainda têm, e por outro lado, a falta de competências criativas e a pouca liberdade concedida pelos proprietários das empresas aos gestores que “comandam”.
No primeiro caso, é facilmente perceptível que os “investidores” imediatos queiram gerir o seu património e ao mesmo tempo o seu dinheiro, porém, nem sempre essa gestão apertada funciona. A tendência neste caso é que a evolução do crescimento da organização é necessariamente mais lenta e por vezes leva ao fracasso não assumido, entrando numa espiral descendente e assente num comodismo, contrariando o verdadeiro espírito do empreendedorismo.
No segundo caso, e admitindo que a formação académica base serve, numa primeira instância, para alimentar o espírito critico e criativo que deve imperar na Gestão do Século XXI, é essencial abrir a mente a novos processos de liderança e ao mesmo tempo dotar a PME de “ferramentas” que contribuam para o seu crescimento. Uma maior abertura e foco no cliente, uma boa leitura do ambiente externo em constante mutação motivada pela globalização, fazem com que o marketing assuma cada vez mais, a par da inovação, a verdadeira aposta para cimentar os pilares das PME.Se por um lado, as condicionantes da gestão financeira das PME estão sujeitas ao método implementado e às opções tomadas no arranque, por outro, a vertente da organização virada para o exterior faz com que os riscos de fracasso diminuam drasticamente. Hoje, as PME devem também, assumir em si, a responsabilidade social inerente da sua condição de motor da economia. Uma boa estratégia de responsabilidade social eleva o potencial da empresa ou organização.
in 'Gestão das PME' realizado em Janeiro 2008 por:
Helder Barbedo
Jorge Pereira
Augusto Miguel
Carla Fraga
Filipe Branco
Infelizmente as PME nem sempre conseguem obter o sucesso pretendido, depressa o sonho torna-se numa realidade dura, demonstrativa de que ter apenas muita vontade, não chega. Sem dúvida que é preciso ser corajoso e deixar o receio de parte, esta atitude é essencial para o sucesso nos negócios, mas é fundamental tomar decisões acertadas, que só acontecem se forem tomadas de forma ponderada, avaliando todos os riscos que podem acabar por tornar o sonho em pesadelo.
A inexperiência dos empresários nos sectores de negócio, bem como no papel de gestor, acabam por marcar um percurso que só pode ter como fim o insucesso das PME. O mercado está cheio de empresários com elevada falta de profissionalismo e com pouca orientação para os clientes. Produtos sem nenhuma diferenciação, má escolha da localização, estrutura deficiente ou curta para acompanhar o crescimento são alguns dos factores que levam ao fracasso. Um conhecimento prévio do negócio através de prospecção de mercado, fazer uma avaliação dos riscos envolvidos, e ter um planeamento estruturado, é essencial.
Uma das principais causas para o insucesso das PME tem sido a falta de capital, quer para o arranque da actividade, mas sobretudo para o seu crescimento. Enganam-se aqueles que pensam que ter uma boa ideia é meio caminho andado para o sucesso, obviamente que grandes ideias tornam a possibilidade de sucesso realizável, mas é um risco elevado, até mesmo errado, pensar que o lucro das vendas seja suficiente para garantir o investimento em instalações e equipamentos, pagamentos a fornecedores e recursos humanos, etc. Como é que possível planear, estruturar, e definir estratégias na obtenção de objectivos propostos, quando o capital inicial da maior parte destas PME é inferior a cinco mil euro? Quando recorrem a financiamento externo, ferramenta que deveria ser equacionada no planeamento estratégico inicial, acaba-se por verificar, normalmente, que é tarde demais. Ora, como todos sabemos, recolher a capitais alheios pode ser um bom acto de gestão.
Torna-se também necessário quebrar com o passado, em que os métodos de gestão eram assentes numa liderança autocrática, fruto da velha questão que aproxima as PME das Empresas Familiares: o dono da Empresa ainda é o seu principal gestor! Ora esta situação, leva-nos em dois sentidos, por um lado a falta de formação que a grande maioria dos empreendedores portugueses ainda têm, e por outro lado, a falta de competências criativas e a pouca liberdade concedida pelos proprietários das empresas aos gestores que “comandam”.
No primeiro caso, é facilmente perceptível que os “investidores” imediatos queiram gerir o seu património e ao mesmo tempo o seu dinheiro, porém, nem sempre essa gestão apertada funciona. A tendência neste caso é que a evolução do crescimento da organização é necessariamente mais lenta e por vezes leva ao fracasso não assumido, entrando numa espiral descendente e assente num comodismo, contrariando o verdadeiro espírito do empreendedorismo.
No segundo caso, e admitindo que a formação académica base serve, numa primeira instância, para alimentar o espírito critico e criativo que deve imperar na Gestão do Século XXI, é essencial abrir a mente a novos processos de liderança e ao mesmo tempo dotar a PME de “ferramentas” que contribuam para o seu crescimento. Uma maior abertura e foco no cliente, uma boa leitura do ambiente externo em constante mutação motivada pela globalização, fazem com que o marketing assuma cada vez mais, a par da inovação, a verdadeira aposta para cimentar os pilares das PME.Se por um lado, as condicionantes da gestão financeira das PME estão sujeitas ao método implementado e às opções tomadas no arranque, por outro, a vertente da organização virada para o exterior faz com que os riscos de fracasso diminuam drasticamente. Hoje, as PME devem também, assumir em si, a responsabilidade social inerente da sua condição de motor da economia. Uma boa estratégia de responsabilidade social eleva o potencial da empresa ou organização.
in 'Gestão das PME' realizado em Janeiro 2008 por:
Helder Barbedo
Jorge Pereira
Augusto Miguel
Carla Fraga
Filipe Branco
Alunos do Curso de Licenciatura em Marketing do ISCAP em 2007
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