"O poder do consumidor é a influência que os consumidores podem exercer colectivamente sobre a indústria – localmente, a nível nacional ou internacional. Sempre que compramos produtos ou serviços, estamos a contribuir para o lucro da empresa que os vende. Por vezes, podemos sentir que estamos totalmente em desacordo com a sua ética, política ou procedimentos e a única forma que temos de expressar o nosso ponto de vista é exercendo o nosso poder como consumidores. Podemos fazer a diferença, tornando pública a nossa opinião ou simplesmente deixando de comprar.” Este excerto, retirado de um dos muitos blogs que povoam a Internet, ilustra bem a consciência que os consumidores têm actualmente do seu poder e da forma como o podem exercer, exigindo cada vez mais das marcas. Ao lê-lo, talvez tenha detectado um tom que está mais habituado a associar ao universo da política do que ao do consumo. De facto, há muitos pontos de comparação que podem ser estabelecidos entre o poder que os cidadãos têm como eleitores e como consumidores; o mais óbvio é que, numa economia de mercado, o “voto” nas marcas é expresso pelo consumidor através da compra: se não está satisfeito com uma marca, simplesmente não a voltará a comprar. No entanto, contrariamente ao que acontece com os governos - que podem aplicar as suas políticas durante o período para o qual foram eleitos - no mundo das marcas a capacidade que os consumidores têm de exercer a sua pressão e provocar mudanças num curto espaço de tempo é muito maior… Nas sociedades democráticas, os cidadãos podem influenciar a aplicação das políticas exercendo pressão através de grupos organizados, com expressão na opinião pública. Do mesmo modo, na sua relação com as marcas, têm à sua disposição meios de comunicar directamente com estas e também sites, blogs e forums onde podem expressar a sua opinião e partilha-la com outros. Finalmente, há ainda a considerar que o acesso a uma grande diversidade de informação sobre as marcas ajuda o consumidor nas suas escolhas e contribui para que dê cada vez mais importância a aspectos que estão para além da qualidade e do preço. O seu processo de decisão sobre o que compra tornou-se mais holístico, integrando, entre outros, factores como a responsabilidade ambiental e social das empresas ou a sua ética comercial. Como habitualmente, para além da experiência enriquecedora que certamente irá ser a participação nas sessões do congresso, contaremos com um jantar convívio no final do primeiro dia – em que os participantes serão convidados a pôr em pratica os seus dotes de dança – e um momento de animação no segundo dia. in www.apodemo.pt, relativo ao 13º Congresso APODEMO - Associação Portuguesa de Empresas de Estudos de Mercado e Opinião, a realizar na Sala Almada Negreiros do Centro Cultural de Belém nos dias 28 e 29 de Maio de 2008
Emprego número 14: "O novo despertar do consumidor"
Published on quarta-feira, 14 de maio de 2008 Leave your thoughts »
Estas mudanças têm implicações tão importantes para o marketing, que talvez não seja exagerado falar de uma mudança de paradigma, que implica a necessidade de procurar outras formas de conhecer e de interagir com este novo consumidor.
Este será, mais uma vez, o tema central do nosso congresso, através de quatro painéis que pretendem dar, de forma bastante ampla, enquadramento às diferentes apresentações que nos foram propostas:
- Do poder das marcas ao poder dos consumidores;
- O valor emocional das marcas;
- Novos targets: desafios à segmentação;
- Marketing e Responsabilidade Social.
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